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	<title>Relacionamentos - Instituto NTI de Psicanálise</title>
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	<description>Site do Instituto NTI de Psicanálise</description>
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	<title>Relacionamentos - Instituto NTI de Psicanálise</title>
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		<title>Existe filho preferido? O que a psicanálise responde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luciane Gellermann]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser mais amado e ocupar um lugar diferente não são a mesma coisa. Um texto sobre preferência entre irmãos, o que a criança escuta e por que isso ainda pesa na vida adulta.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">É uma pergunta que quase ninguém faz em voz alta. Ela aparece de lado: numa piada de aniversário, num comentário atravessado depois do almoço de domingo, num “você sempre foi a preferida” dito rindo — mas não tão rindo assim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No episódio <a href="https://open.spotify.com/episode/1SiBDRJlhXBmLfYGGbFvPB" target="_blank" rel="noopener">Existe Filho Preferido?</a>, do EntreFalos, o Rafael e eu conversamos sobre isso. Quinze minutos não dão conta do assunto, e alguns pontos ficaram pedindo desenvolvimento. Este texto é essa continuação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Preferência e lugar não são a mesma coisa</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma distinção que costuma aliviar quem a escuta pela primeira vez: uma coisa é ser mais amado; outra, bem diferente, é ocupar um lugar distinto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada filho chega num momento próprio da história de quem o recebe. O primeiro chega numa casa que ainda está aprendendo a ser casa. O segundo chega quando o medo já passou e o cansaço começou. O caçula às vezes chega quando os pais já são outras pessoas. Nenhum deles encontra os mesmos pais, porque os pais também mudaram no caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso produz tratamentos diferentes que não são, necessariamente, quantidades diferentes de amor. Mas a criança não tem como saber disso. Ela mede o que recebe comparando com o que vê o irmão receber — e é dessa conta, feita cedo demais e com dados de menos, que nasce a convicção de ter sido o menos querido.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que a criança escuta não é o que foi dito</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Frases ditas sem nenhuma intenção podem se fixar por décadas. “Com você foi mais difícil.” “Esse aí puxou o pai.” “A sua irmã sempre foi mais tranquila.” Quem disse muitas vezes não lembra de ter dito. Quem ouviu carrega a frase inteira, com entonação e tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psicanálise não trata essas frases como prova do que aconteceu, e sim como marca do que foi ouvido. A diferença é importante. Não estamos atrás da verdade factual de uma família — estamos atrás do sentido que uma criança deu ao que viveu, porque é esse sentido, e não o fato, que segue organizando a vida adulta.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que isso ainda pesa aos quarenta</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A rivalidade que começou na sala de casa costuma mudar de endereço sem mudar de forma. Ela reaparece na disputa por reconhecimento no trabalho, na dificuldade de dividir atenção dentro de um casamento, na relação com os próprios filhos — às vezes na tentativa exaustiva de tratar todos exatamente igual, para que ninguém sinta o que se sentiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também aparece do outro lado. Quem foi tratado como o preferido raramente teve vida fácil: costuma carregar culpa, um senso desproporcional de responsabilidade pela felicidade dos pais, e a sensação de que precisa justificar permanentemente o lugar que recebeu sem pedir.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que se faz com isso</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata de eleger um culpado nem de cobrar reparação de pais que, quase sempre, fizeram o que deram conta de fazer. Também não se trata de concluir que “foi tudo impressão sua” — porque não foi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que muda, quando alguém fala sobre isso com regularidade e com escuta, não é o passado. É a força que ele ainda tem. A frase antiga continua lá, mas para de funcionar como sentença. E aí é possível olhar para os irmãos, para os pais e para si mesma sem que a conta da infância precise ser recalculada a cada encontro de família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um trabalho sem atalho. Mas é o que permite parar de viver comparando.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Para continuar</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A conversa completa está no episódio <em>Entre o Desejo e o Outro #3 | Existe Filho Preferido?</em>, no <a href="https://open.spotify.com/episode/1SiBDRJlhXBmLfYGGbFvPB" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E se alguma parte deste texto tocou em algo que é seu, <a href="https://wa.me/5512996112337" target="_blank" rel="noopener">fale comigo no WhatsApp</a>. A primeira conversa existe justamente para você sentir se faz sentido seguir.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ntipsicanalise.com/2026/08/27/existe-filho-preferido-psicanalise/">Existe filho preferido? O que a psicanálise responde</a> aparece primeiro em <a href="https://ntipsicanalise.com">Instituto NTI de Psicanálise</a>.</p>
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		<title>Psicanálise e as relações interpessoais</title>
		<link>https://ntipsicanalise.com/2025/01/10/psicanalise-e-as-relacoes-interpessoais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Selmikaitis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2025 16:43:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A psicanálise, fundada por Sigmund Freud, busca explorar o inconsciente, compreendendo os desejos, conflitos e experiências que moldam nossos comportamentos [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ntipsicanalise.com/2025/01/10/psicanalise-e-as-relacoes-interpessoais/">Psicanálise e as relações interpessoais</a> aparece primeiro em <a href="https://ntipsicanalise.com">Instituto NTI de Psicanálise</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">A psicanálise, fundada por Sigmund Freud, busca explorar o inconsciente, compreendendo os desejos, conflitos e experiências que moldam nossos comportamentos e relações. Jacques Lacan e Sándor Ferenczi também contribuíram significativamente para o desenvolvimento dessa área, ampliando a compreensão sobre o funcionamento da mente humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Freud afirmou que &#8220;nós somos feitos de um material que nunca compreendemos completamente&#8221;. Essa frase destaca como o inconsciente pode influenciar nossas ações e reações, mesmo sem que percebamos. Emoções reprimidas, experiências da infância e padrões repetitivos de comportamento podem surgir em relações interpessoais, gerando conflitos ou dificuldades de comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, você já se perguntou por que certos tipos de comportamento de outras pessoas provocam reações intensas em você? Isso pode estar relacionado a experiências passadas que não foram completamente elaboradas. A psicanálise permite identificar esses padrões, trazendo à luz aquilo que está oculto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jacques Lacan enfatizou a importância da linguagem e do discurso nas relações humanas, afirmando que &#8220;o inconsciente está estruturado como uma linguagem&#8221;. Segundo Lacan,&nbsp; como nos expressamos e interpretamos as palavras dos outros é fundamental para compreender e melhorar nossos relacionamentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sándor Ferenczi, conhecido por sua ênfase na empatia dentro da psicanálise, argumentava que a compreensão profunda e o respeito pelas experiências do outro são essenciais para criar relações saudáveis. A empatia nos permite conectar com o outro de forma autêntica, acolhendo suas necessidades e perspectivas sem julgamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psicanálise não é uma terapia; é uma jornada que pode transformar o jeito que nos relacionamos com o mundo e com as pessoas ao nosso redor. Como disse Freud é possível trazer consciência às partes mais ocultas de nós mesmos, promovendo relações mais livres e autênticas.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Se você busca melhorar suas relações interpessoais, talvez seja hora de considerar a psicanálise como uma ferramenta para iluminar os caminhos do seu inconsciente e enriquecer suas conexões com os outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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